Mais desigualdades

Quarta-feira, 13 Dezembro 2006 às 12:51 am | Publicado em Política | 3 comentários

 Este Sócras é demais! Não dá para aguentar este fascista!

Mulheres ainda mais discriminadas.
Reforma da Segurança Social proposta pelo Governo vai acentuar as desigualdades já existentes.
Subida no valor das pensões em 2006 é o dobro para homens. Mulheres ganham menos 236 euros.
Não é propriamente novidade que as mulheres ganham menos do que os homens em cargos semelhantes, mas a reforma da Segurança Social proposta pelo Governo vai acentuar esse fosso no que diz respeito às reformas.
Esta a tese defendida pelo economista Eugénio Rosa, para quem “as mulheres portuguesas serão atiradas para uma miséria silenciosa ainda maior”.
O especialista baseia o seu receio em dados do Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
Análise aos rendimentos de homens e mulheres:
Ganho médio: homens, 1000,47; mulheres, 768,19; diferença, 76,8%.
Remuneração declarada à Seg. Social: homens, 853,00; mulheres, 605,70; diferença, 74,5%.
Pensão média. Todos os reformados: homens, 434,66; mulheres, 259,76; diferença, 59,8%.
Pensão média – reformados em 2005: homens, 555,57; mulheres, 319,06; diferença, 57,4%.

in Destak

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Spotlights?…

Segunda-feira, 11 Dezembro 2006 às 12:14 am | Publicado em Imagens | 4 comentários

 

Malaposta, 2º modelo português de 1798

 Spotlights?… certamente que não! Para ver o que inicialmente seria suposto aparecer neste post, clicar neste link.

Declarações desastradas

Sábado, 9 Dezembro 2006 às 12:14 am | Publicado em Política | Deixe um comentário

Ainda por cima, os consumidores são os culpados pelo aumento dos preços!

O

secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, disse que a culpa pelo aumento dos preços da electricidade é dos consumidores. Penso que foram palavras profundamente infelizes. O secretário de Estado poderia sim dizer, entre outras coisas, que os culpados são aqueles que consomem demasiada energia, ou que a desperdiçam e não ligam ao seu valor.

O

que ele não pode dizer é que os culpados são os portugueses, por terem pago pouco dinheiro ao longo dos anos pela energia. O Estado fez uma espécie de contrato social com os portugueses, segundo o qual assumia os custos da energia, em nome de uma sociedade mais equilibrada. E é para isso que serve o Estado, que não existe apenas para se desembaraçar da sua carga sobre a sociedade. O Estado serve, e serviu em primeira linha, para poder arcar com o custo de exploração de matérias que, em princípio, são por natureza caras, por serem escassas.

A

questão não era saber se os preços estavam abaixo dos custos de produção, o que era sabido. O problema é que o Estado tinha prometido aos cidadãos que essa situação iria continuar. Os portugueses poderão questionar é se será mais justo o Estado pagar este défice, para a sociedade ficar mais equilibrada, ou fazer obras faraónicas, empenhando as próximas gerações de portugueses.

T

em de haver opções na política do Estado. E esta de fazer o consumidor pagar os custos de produção, parece-me péssima. O próprio Governo começa a dar mostras de também pensar nisso, a levar em conta as declarações de ministros que dizem que a subida não será tão grave. Foi um dia de declarações verdadeiramente desastradas.

Nuno Guerreiro

Catarina Eufémia

Quinta-feira, 7 Dezembro 2006 às 12:05 am | Publicado em Política | 2 comentários

Catarina Eufémia

O primeiro tema de reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro
[no instante em que morreste
E a busca da justiça continua]

Sophia de Mello Breyner Andresen

Mário Viegas

Domingo, 3 Dezembro 2006 às 12:05 am | Publicado em Geral | 4 comentários

Mário Viegas

Fez 58 anos no dia 10 de Novembro. E digo fez, porque o Mário Viegas não morreu! Arqueólego literário, actor e encenador de fazer faíscas nos olhos, o Mário, que era salgado, teve uma vida destinada a vencer a morte.
A sua vocação foi sempre a de dizer, dizer-se, afirmar, afirmar-se. Passou a vida a tentar ser o Mário Viegas. E não é que conseguiu! Tinha uma relação “tu cá, tu lá” com os poetas. Mas não disfarçava a proximidade ao Almada Negreiros. E, da sua boca salgada, saíam descargas de génio que, ainda hoje, ecoam no pequeno cérebro da nossa mesquinha modernidade: «Tu que aperfeiçoas a arte de matar, tu que descobriste o cabo da Boa Esperança e o caminho Marítmo para a Índia e as duas grandes Américas e que levaste a chatice a estas terras e que trouxeste de lá mais chatos p’rá-qui e que, ainda por cima, cantaste estes feitos. Tu que inventaste a chatice e o balão e que, farto de te chateares no chão, te foste chatear no ar, e que ainda foste inventar submarinos para te chateares também debaixo de água, tu que tens a mania das invenções e das descobertas e que nunca descobriste que eras bruto, e que nunca inventaste maneira de o não seres… E vós também, toda a gente, que todos tendes patrões… Ó coito de impotentes a corar no riacho da Estupidez… E tu, também, ó mau gosto com a saia de baixo a ver-se e a falta de educação. Tu consegues ser cada vez mais besta e a este progresso chamas civilização». Ó Mário salgado, ó Mário Viegas… que saudades do futuro!

Eça de Queirós

Quinta-feira, 30 Novembro 2006 às 12:15 am | Publicado em Geral | 2 comentários

O Caso Clínico de Eça de Queiroz. Contributo para a sua patobiografia
Autor: Ireneu Cruz (médico)
Informações: 1ª edição – Setembro de 2006. Páginas – 88. Preço – 8.40 euros.

“A partir de limitada informação com significado clínico, faz-se um estudo da enigmática doença do romancista Eça de Queiroz, que lhe roubou a vida aos 55 anos de idade. Tecem-se considerações de ordem clínica, por vezes imbuídas de inerente subjectividade, com base em fragmentos da sua correspondência com amigos e familiares e em observações mais objectivas de alguns dos melhores autores da Geração de 70.
A evolução da sua doença, agravada progressivamente, é avaliada ao longo da diáspora que constituiu a sua vida. Faz-se uma discussão clínica à luz dos conhecimentos actuais, que afasta o estigma do diagnóstico de tuberculose entérica ou de uma hipotética amebíase intestinal, mais recentemente aventada. Discute-se o diagnóstico diferencial de uma síndroma de má absorção que teria afectado durante mais de vinte anos o romancista. Conclui-se admitindo a hipótese de Eça de Queiroz sofrer de uma arrastada doença inflamatória intestinal, provavelmente a doença de Crohn, e de ter sido vítima das suas complicações. Aflora-se também a possibilidade de existir uma relação desta sua doença crónica com o facto de algumas das suas obras ficarem inacabadas e só terem sido postumamente publicadas.”

In Ed. Caminho.

Publicado por Fradique, no post de 22.09.2006.

Combate à corrupção?…

Terça-feira, 28 Novembro 2006 às 12:25 am | Publicado em Política | Deixe um comentário

Combate à corrupção em queda

Avaliação do Banco Mundial arrasa governação em Portugal. Estabilidade política e eficácia do Governo são parâmetros onde Portugal perde pontos.

A qualidade da actividade governativa em Portugal tem vindo a decair nos últimos anos. Segundo um relatório do Banco Mundial, que avalia práticas da governação em mais de 200 países entre 1996 e 2005, o controlo da corrupção é um dos parâmetros onde Portugal perde eficácia. Se em 1998 eram atribuídos 90,2 pontos no combate à corrupção, essa pontuação cai para 83,7 em 2005. Aliás, entre os 20 países mais populosos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal apenas ultrapassa a Itália (país frequentemente abalado por suspeitas de corrupção ao mais alto nível) e a Grécia.
Outra das áreas em que Portugal está a perder terreno é na eficácia do Governo, que mede o nível da burocracia e a qualidade da prestção de serviços públicos. Entre o executivo de António Guterres (1998) e o de José Sócrates (2005), foram perdidos 6,2 pontos. Queda ainda mais acentuada na estabilidade política (14,2 pontos).

in Destak

Informação

Sexta-feira, 24 Novembro 2006 às 2:25 am | Publicado em Pessoal | 4 comentários

Malaposta, 2º modelo português de 1798

Cerca de dois anos após o seu nascimento, o Malaposta(blogspot) termina aqui a sua “carreira”. Tudo na vida tem um fim. Mas, em boa verdade, neste caso, trata-se duma “morte” em sentido figurado, já que, em rigor, o Malaposta teve de mudar de “casa”. E porquê? Simplesmente porque o autor do Malaposta instalou, via actualizações automáticas da Microsoft, o browser Internet Explorer 7. Como decorrência dessa actualização, o autor do Malaposta deixou de visualizar o blog normalmente, surgindo-lhe com vários erros de visual, tal como o cabeçalho parcialmente invisível e o título sobreposto à descrição. Para além disso, o sidebar desalinhou e há vários posts que surgem “encavalitados” uns nos outros. Isto é o que vê o dono do blog, o que não quer dizer que os meus visitantes vejam da mesma maneira. Tenho a certeza de que a grande maioria verá o blog normalmente, pela simples razão de que essa grande maioria ainda tem instalado o Internet Explorer 6.
Instalei recentemente um outro browser: o Mozilla Firefox. E os resultados são semelhantes aos do IE7. Em resumo, pode dizer-se que quem tiver instalado qualquer dos browsers referidos (IE7 e Firefox) verá o seu blog com os problemas que indico em relação ao meu, a menos que os scripts que usam nos seus blogs (e posts) sejam “benignos” para esses browsers.
Face ao exposto, informo os meus potenciais visitantes que tive de mudar de “casa”. Vai daí, meti toda a “tralha” que tinha na carruagem da imagem e procurei “refúgio” noutro lugar, longe do IE7. Já transportei alguma “mobília” para a nova casa, como os links que constam do Malaposta (Blogspot), e é lá que passarei a “viver”. Pelo menos esse novo sítio é compatível com qualquer browser!
“Chave para abrir a nova casa”.
Solicito e desde já agradeço aos meus visitantes que corrijam o meu link nos seus blogs.

Notícia de última hora (que vem mesmo a calhar para este post): o autor do Malaposta acaba de constatar que o blog da “Meg” reentrou na rede: Mandarin Daily. E foi só agora que fiquei a saber que, pelo menos desde Dezembro/2005, a autora do Blog, Michelle Goodrich, incluíu o Malaposta na sua “House of Mandarin”. Para localizar o Malaposta nessa “galeria de blogs”, apontar o rato sobre o penúltimo quadrado da penúltima fila da “galeria”, ler o que o rato “diz” e clicar para abrir o Malaposta.

Vat 69

Quarta-feira, 22 Novembro 2006 às 2:00 am | Publicado em Política | 6 comentários

Todos temos um segredo, senão vários espalhados pela vida fora. A Sofia não fugia à regra. Era honesta, verdadeira, intuitiva e instintiva. Socialista ferrenha, não se importava que os socialistas governassem à direita. Nas últimas eleições votou PS (Partido do Sócrates) para evitar o PSD (Partido Sem Direcção). Digamos que era excêntrica, não tinha contas no banco. Em casa não tinha electricidade, iluminava-se com velas e, nas longas noites de Inverno, com candeeiros a petróleo. À noite, lavava os pés no lavatório e as virilhas na Fonte Luminosa. Nada a descontentava. Nem o facto de ser do Benfica e não ganhar nada, a não ser a entrada para o Guiness! A Sofia era feliz e assim é que era. Nem mais, nem menos! Quando as coisas corriam menos bem, ia dar uma volta para se distrair. E distraía-se, de bar em bar, de tasca em tasca, de nada em nada! Nos intervalos dos congressos do PS, costumava apanhar goleadas de VAT 69 com os homens tristes, cheios de verdades inúteis e certezas de meia tigela! Por vezes, acontecia trazer para casa um triste perdido, mesmo que fosse do Sporting ou do Porto, do PS ou do PSD.
A Sofia era uma mulher civilizada. Com ela, os tristes não precisavam de electricidade, nem de emprego, nem de dinheiro para serem felizes. Bastava saberem contar ate 69 e dormiam no chão espartano como portugueses de primeira! É que a Sofia nao se vendia ao quilo! Assumia-se como uma troca de generosidades entre marginais! E sabem que mais? Era feliz!


Paulo Anes, in Destak.

Dois salazarentos!

Segunda-feira, 20 Novembro 2006 às 1:21 am | Publicado em Política | Deixe um comentário

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