Estranho aniversário

Quarta-feira, 7 Março 2007 às 10:00 pm | Publicado em Política | Deixe um comentário

O governo perfez dois anos…

Atingiu o meio do mandato. Prodigalizaram-se os analistas em balanços. Benévolos e condescendentes uns, laudatórios e encomiásticos outros. Da direita à esquerda se enalteceu o espírito reformador, a intrépida coragem no confronto, o desígnio assumido, a regeneração das finanças públicas, o êxito fiscal, etc. Sócrates visto pela imprensa é mais do que o homem providencial. É a Providência em pessoa.
Os números, porém, são o que são. Podem ser lidos de maneiras diversas mas não admitem a persistência dos enganos. A taxa de desemprego registada no último trimestre do ano findo atingiu os 8,2 por cento. Recorde-se que em 2005 se cifrou em 7,6 por cento e foi por Sócrates qualificada de escandalosa e invocada como razão suficiente para a mudança política prometida. A taxa de crescimento económico persiste incipiente, bem longe dos 2 por cento do PIB e ainda mais longe dos 2,7 por cento estimados pela UE ou dos 2,3 por cento previstos para a Zona Euro. Ou seja, no decurso deste ano aprofundar-se-á dramática e irreversivelmente o fosso entre Portugal e os seus parceiros europeus e o esforço de convergência – evocação permanente para todos os muitos sacrifícios – redundará num enquistamento tumefacto da divergência, que de endémica passará a patológica. As comparações que sempre se fazem entre economias no espaço europeu defenestram-nos, pois, para o fim do grupo do “carro-vassoura”, acolitados por Malta que, se porfiar um poucochinho, nos ultrapassará em velocidade de ponta. Até no Índice de Desenvolvimento Humano, de acordo com o último Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Portugal desceu duas posições relativamente a 2004 e uma relativamente a 2005. Estamos hoje em 28º lugar, sendo que no conjunto de países da União Europeia nos situamos numa triste e apagada 17ª posição.
Nos últimos doze meses, segundo o Expresso, as famílias portuguesas pediram emprestados à banca mais de 15 mil milhões de euros, um novo máximo nacional. O nosso endivididamento ultrapassava em finais do ano transacto 115 mil milhões, ou seja, 76 por cento do PIB. Nas dívidas disputamos a primazia europeia. Haja quem pague é o novo lema nacional.
O país empobrece, o desemprego aumenta, as famílias estão crescentemente endividadas. Mas Sócrates continua a vender a imagem do político decidido, resoluto, competente e eficaz. Em quê, cabe perguntar. Precisamente nessa nobre e difícil actividade de vender a melhor imagem de si próprio.

in NM/JN

Cabeça fumegante

Quarta-feira, 21 Fevereiro 2007 às 3:39 pm | Publicado em Política | Deixe um comentário

H á dias em que as pessoas acordam dadas às filosofias. Se tal acontece, nada nos faz parar. Numa comparação grosseira, trata-se de algo semelhante ao começar a cantarolar uma melodia, pela manhã, que só nos larga a cabeça à noite, já na cama. Caso uma dessas reflexões profundas nos venha à ideia (estamos em presença, sempre, de um raciocínio brilhante, uma vez que é nosso…), temos a ousadia de pensar que nunca ninguém em tal houvera pensado…

Desta vez, a minha cabeça começou a fumegar sob o efeito da seguinte questão: se a velhice está cada vez menos cotada na bolsa de valores da sociedade, por que raio (expressão pouco consentânea com os rigores da filosofia) nos congratulamos tanto com o aumento da esperança média de vida das pessoas? Claro que, dirão muitos, não se trata, apenas, de viver mais, mas também de viver melhor… Mas a dúvida reside no entendimento daquilo que se considera “viver melhor”. E, nesta matéria, acaba-se sempre a pensar em assistência médica permanente, lares de idosos confortáveis e ocupação lúdica do dia-a-dia… Em bom rigor, é um entendimento em tudo semelhante ao que se aplica às crianças, apenas na direcção contrária. Se, no caso destas, o que está em jogo é criar-lhes condições de “entrada” na vida dita “activa”, no que respeita aos que estão no final do ciclo vital trata-se das condições de “saída”. Se os infantes representam o “esboço” de um projecto, os velhos são o “rescaldo” do mesmo. Ora, o que mais me dá que pensar é a

verificação de que cada vez é menor o prazo para a execução do projecto e maior o prazo de preparação e de pós-execução. Espera-se de nós que, durante um quarto de século, estejamos embrenhados nos treinos para concretizar o que foi exaustivamente planeado; depois, dão-nos uma ou duas décadas, no máximo, para mostrar aquilo de que somos capazes; passado esse tempo… acabou.

Na bolsa da “vida activa”, as nossas acções entram em queda progressiva até deixarem de estar cotadas. Ora, esse período considerado agora de perda correspondia dantes a uma fase de estabilidade e solidez no mercado, à qual era possível chamar… “maturidade”. Mas, agora, a maturidade deixou de existir e, quando já nos mandaram definitivamente para fora dos mercados de capitais, chamam-nos piedosamente “seniores”, “idosos” ou de “terceira (ou quarta) idade”…
A partir daqui, é-nos concedido um rol de benesses: passeios da junta de freguesia, com oferta dos bonés amarelos sobrados da colónia de férias das crianças; mesas novas no jardim, para os torneios de sueca; meia dúzia de lugares no metro; descontos na CP, mesmo que não se possa subir para o comboio; frequência da universidade da terceira idade; festa dos cem anos, no lar, com bolo de velas e reportagem telivisiva; ser entrevistado para protestar contra a falta de médico na freguesia… De que serve, pois, darem-nos papel para acrescentar páginas à nossa biografia sabendo, à partida, que ficarão em branco, porque nos tiraram a caneta da mão?

in NM, JN..

Link “fumegante”

Click no Link “fumegante”, ligue o som das colunas e aprecie o som do TGV, começando na coluna direita e terminando na coluna esquerda, até ouvir o “apito final”. Depois, sim, click no “ENTRE” (fumegante). Olhe que vale a pena “ENTRER”!!! Não perca as belíssimas imagens (depois tem ainda outras opções).

In Memorian

Segunda-feira, 1 Janeiro 2007 às 1:58 am | Publicado em Política | 2 comentários

Ary dos SantosQue a terra lhe seja pesada.
Que lhe apodreça o corpo e os olhos fiquem vivos,
Se lhe soltem os dentes e a fome fique intacta
E a alma, se a tiver, que lha fustigue o vento
E arrase com ela a memória gravada
Na lembrança demente dos que o choram.


Que a mulher que foi dele oiça o vento na noite,
Cheio de ossos e uivos
E garfos aguçados
E que reparta o medo com o primeiro intruso
E o vento se insinue pelas portas fechadas
E rasteje no quarto
E suba pela cama
E lhe entre no olhar como estiletes de aço,
Lhe penetre os ouvidos como agulhas de som,
Lhe emaranhe os cabelos como um nó de soluços,
Lhe desfigure o rosto como um ácido em chama.

Que a mulher que foi dele oiça o vento na noite,
Que a mulher que foi dele oiça o vento na cama!

Que o nome que era o seu o persigam os ecos,
O gritem no deserto as gargantas com sede,
O murmurem no escuro os mendigos com frio,
O clamem na cidade as crianças com fome,
O soluce o amante de súbito impotente,
O maldigam no exílio as almas sem descanso.

Que o nome que era o seu seja a bandeira negra,
A pálpebra doente,
O vómito de sangue.

Que o gesto que era o seu o imitem as mães
Que se torcem de dor quando abortam nas trevas,
O desenhem a lume os braços amputados,
O perpetue o esgar dos jovens mutilados,
O dance o condenado que morre na fogueira.
Que o gesto que era o seu seja o punhal do louco,
A arma do ladrão,
A marca do vencido.

Que o sangue que era o seu o farejem os cães
Nas veias de seus filhos.
Que o sangue que era o seu se lhes veja nas mãos,
E lhes aperte os pulsos como algemas de lodo,
Lhes carregue o olhar como um sopro de infâmia,
Lhe assinale a testa como um escarro de fogo,
Lhes atormente os passos como um peso de lama.

Que o sangue que era o seu seja o rictus da tara,
A máscara de sal,
A vingança do pobre.
E que o Exterminador, no seu trono de enxofre,
o faça tilintar os guizos da tortura
Até que o mundo o esqueça
E mais ninguém o chore.

Poema incluído nos livros A Liturgia do Sangue (1963), Vinte Anos de Poesia (1983) e Obra Poética (1994).

Que pena!

Sábado, 30 Dezembro 2006 às 1:54 am | Publicado em Política | 3 comentários

Sic Notícias, jornal das 14 horas, 27.12.2006, reportagem:

«Só na semana natalícia, os portugueses gastaram 2,1 mil milhões de euros através dos cartões multibanco, quantia que dava para pagar o aeroporto da OTA».

Portugueses, já sabem que quero roubar o máximo. Não tenhos mais declarações a fazer. Assinado: Sócras.

Que pena! Esses portugueses deviam introduzir os cartões nas caixas multibanco, seleccionavam “Donativos ao Estado” e pronto: O Sócras já ficava com o dinheiro necessário para construir a OTA, sem se consumir!… Foi mesmo uma pena! Coitado!

Atentados em Londres?…

Quinta-feira, 28 Dezembro 2006 às 12:22 am | Publicado em Política | 4 comentários

Atentados em Londres?...

UK ‘plot’ terror charge dropped

A Pakistani judge has ruled there is not enough evidence to try a key suspect in an alleged airline bomb plot on terrorism charges.

He has moved the case of Rashid Rauf, a Briton, from an anti-terrorism court to a regular court, where he faces lesser charges such as forgery.

Pakistan has presented Mr Rauf as one of the ringleaders behind the alleged plan to blow up flights out of London.

The British authorities say they foiled it with Pakistan’s help in August.

They say proceedings against suspects arrested in Britain will go ahead.

‘Explosives’

The arrest of Rashid Rauf in Pakistan triggered arrests in the United Kingdom of a number of suspects allegedly plotting to blow up transatlantic flights.

The Pakistani authorities described him as a key figure.

But an anti-terrorism court in Rawalpindi found no evidence that he had been involved in terrorist activities or that he belonged to a terrorist organisation.

As well as forgery charges, Mr Rauf has also been charged with carrying explosives.

But his lawyer says police evidence amounts only to bottles of hydrogen peroxide found in his possession.

Hydrogen peroxide is a disinfectant that can be used for bomb-making if other chemicals are added.

The BBC’s Barbara Plett in Islamabad says the judge’s decision has reinforced the already widespread scepticism there about the airliner plot.

Several commentators said the threat was deliberately exaggerated to bolster the anti-terror credentials of Pakistani President Pervez Musharraf and that it helped to demonise British Muslims of Pakistani origin.

The Crown Prosecution Service in the UK said the dropping of charges against Mr Rauf in Pakistan would “make no difference” to the case against the men charged in Britain.

‘Suspected conspiracy’

In August, the British government requested the extradition of Mr Rauf, a Briton of Pakistani origin who returned to Pakistan four years ago, in connection with a 2002 murder.

Scotland Yard declined to discuss which murder case the request related to.

The government in Pakistan, which has no extradition treaty with the UK, said it was considering the request.

Rashid Rauf was arrested in Pakistan earlier that month over the alleged plot to blow up US-bound aircraft, Pakistan’s foreign ministry said.

He has been described by Pakistan’s government as a “key person” in the “suspected conspiracy”.

The August arrests led to increased airport security around the world, causing major disruption.

Passengers on many flights were forbidden to take liquids aboard aircraft.

Fonte: Link

Comentário: Como se verifica, cai por terra a teoria dos “terríveis atentados evitados em Londres em Agosto, que íam ser piores do que o 11 de Setembro”. Alguns meses depois, cá está: Escondido algures no meio dos jornais, sem que quase ninguém repare.
Nunca falha…

«Cheques-aborto»

Terça-feira, 26 Dezembro 2006 às 12:14 am | Publicado em Política | 2 comentários

Correia de Campos, anunciou que vai fornecer «cheques-aborto»…

…às mulheres que, tendo razões previstas pela lei para interromper a gravidez, não conseguem que a operação seja feita em contexto hospitalar público, porque os médicos que lá trabalham alegam «objecção de consciência».

Face a isto, o ministro, indignado, dispõe-se a passar um vale para o “privado”, onde pelos vistos não há ninguém com este tipo de escrúpulos morais. Sendo tudo isto verdade, estaríamos perante um cenário extraordinário. Diria mesmo que o ministro tinha um azar dos diabos: então o infeliz tem um sistema de saúde apinhado de gente que recebe do Estado, mas não cumpre as suas leis, e do outro todos aqueles que não hesitam em interromper uma gravidez? Um tal atentado à teoria das probabilidades choca. E surpreende, sobretudo porque a grande maioria dos médicos que trabalham no “público” é também aquele que, à tarde, transita para consultórios e clínicas privadas. Serão apenas objectores até ao som das doze badaladas, libertando-se de preconceitos da parte da tarde? Nesse caso bastava ao ministro mudar-lhes o horário do turno! Ou será que há consciências que podem ser compradas com um bónus extra vencimento fixo? E haverá condições para garantir que quem recebe esses cheques seja exigente e cumpra a outra parte da lei, aquela que prevê que o aborto seja a oportunidade de acompanhar e esclarecer a grávida, entendendo que lhe cabe responsabilizar-se pela sua vida sexual – e que o aborto não é um método contraceptivo?

Sem esta parte cumprida, o ministro bem pode passar o resto da vida a emitir cheques e a ser cúmplice de uma situação que mesmo os movimentoos a favor do aborto livre até às dez semanas garantem não desejar.

Isabel Stilwell, in NM

Mais desigualdades

Quarta-feira, 13 Dezembro 2006 às 12:51 am | Publicado em Política | 3 comentários

 Este Sócras é demais! Não dá para aguentar este fascista!

Mulheres ainda mais discriminadas.
Reforma da Segurança Social proposta pelo Governo vai acentuar as desigualdades já existentes.
Subida no valor das pensões em 2006 é o dobro para homens. Mulheres ganham menos 236 euros.
Não é propriamente novidade que as mulheres ganham menos do que os homens em cargos semelhantes, mas a reforma da Segurança Social proposta pelo Governo vai acentuar esse fosso no que diz respeito às reformas.
Esta a tese defendida pelo economista Eugénio Rosa, para quem “as mulheres portuguesas serão atiradas para uma miséria silenciosa ainda maior”.
O especialista baseia o seu receio em dados do Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
Análise aos rendimentos de homens e mulheres:
Ganho médio: homens, 1000,47; mulheres, 768,19; diferença, 76,8%.
Remuneração declarada à Seg. Social: homens, 853,00; mulheres, 605,70; diferença, 74,5%.
Pensão média. Todos os reformados: homens, 434,66; mulheres, 259,76; diferença, 59,8%.
Pensão média – reformados em 2005: homens, 555,57; mulheres, 319,06; diferença, 57,4%.

in Destak

Declarações desastradas

Sábado, 9 Dezembro 2006 às 12:14 am | Publicado em Política | Deixe um comentário

Ainda por cima, os consumidores são os culpados pelo aumento dos preços!

O

secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, disse que a culpa pelo aumento dos preços da electricidade é dos consumidores. Penso que foram palavras profundamente infelizes. O secretário de Estado poderia sim dizer, entre outras coisas, que os culpados são aqueles que consomem demasiada energia, ou que a desperdiçam e não ligam ao seu valor.

O

que ele não pode dizer é que os culpados são os portugueses, por terem pago pouco dinheiro ao longo dos anos pela energia. O Estado fez uma espécie de contrato social com os portugueses, segundo o qual assumia os custos da energia, em nome de uma sociedade mais equilibrada. E é para isso que serve o Estado, que não existe apenas para se desembaraçar da sua carga sobre a sociedade. O Estado serve, e serviu em primeira linha, para poder arcar com o custo de exploração de matérias que, em princípio, são por natureza caras, por serem escassas.

A

questão não era saber se os preços estavam abaixo dos custos de produção, o que era sabido. O problema é que o Estado tinha prometido aos cidadãos que essa situação iria continuar. Os portugueses poderão questionar é se será mais justo o Estado pagar este défice, para a sociedade ficar mais equilibrada, ou fazer obras faraónicas, empenhando as próximas gerações de portugueses.

T

em de haver opções na política do Estado. E esta de fazer o consumidor pagar os custos de produção, parece-me péssima. O próprio Governo começa a dar mostras de também pensar nisso, a levar em conta as declarações de ministros que dizem que a subida não será tão grave. Foi um dia de declarações verdadeiramente desastradas.

Nuno Guerreiro

Catarina Eufémia

Quinta-feira, 7 Dezembro 2006 às 12:05 am | Publicado em Política | 2 comentários

Catarina Eufémia

O primeiro tema de reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro
[no instante em que morreste
E a busca da justiça continua]

Sophia de Mello Breyner Andresen

Combate à corrupção?…

Terça-feira, 28 Novembro 2006 às 12:25 am | Publicado em Política | Deixe um comentário

Combate à corrupção em queda

Avaliação do Banco Mundial arrasa governação em Portugal. Estabilidade política e eficácia do Governo são parâmetros onde Portugal perde pontos.

A qualidade da actividade governativa em Portugal tem vindo a decair nos últimos anos. Segundo um relatório do Banco Mundial, que avalia práticas da governação em mais de 200 países entre 1996 e 2005, o controlo da corrupção é um dos parâmetros onde Portugal perde eficácia. Se em 1998 eram atribuídos 90,2 pontos no combate à corrupção, essa pontuação cai para 83,7 em 2005. Aliás, entre os 20 países mais populosos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal apenas ultrapassa a Itália (país frequentemente abalado por suspeitas de corrupção ao mais alto nível) e a Grécia.
Outra das áreas em que Portugal está a perder terreno é na eficácia do Governo, que mede o nível da burocracia e a qualidade da prestção de serviços públicos. Entre o executivo de António Guterres (1998) e o de José Sócrates (2005), foram perdidos 6,2 pontos. Queda ainda mais acentuada na estabilidade política (14,2 pontos).

in Destak

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