José Saramago

Domingo, 17 Dezembro 2006 às 12:55 am | Publicado em Geral | 12 comentários

José Saramago e Pilar del Rio

José Saramago, um exemplo de vida e de escritor. Parabéns!

O cidadão português José de Sousa Saramago é um daqueles casos nada comuns de alguém que, já na idade madura, deu uma guinada radical na vida. Vinte anos atrás, estava ele, cinqüentão, solidamente estabelecido em Lisboa e num segundo casamento; vivia de traduções e tinha atrás de si uma breve experiência como jornalista. Nas horas vagas, administrava uma discreta carreira literária, iniciada na juventude com o romance Terra do Pecado, interrompida em seguida por quase duas décadas e desdobrada, a partir de 1966, numa dezena de livros que não chegaram a fazer barulho, a maioria deles coletâneas de poemas e de escritos jornalísticos. Nada permitia supor que José Saramago viria a se tornar quem hoje é: às vésperas de completar (no mês que vem) 76 anos de idade, um romancista lido e admirado em todo o mundo, traduzido para 21 idiomas e insistentemente apontado, desde 1994, como um dos favoritos para ganhar Prêmio Nobel de Literatura, tradicionalmente anunciado no mês de outubro e que seria o primeiro concedido a um autor de língua portuguesa. Pois foi aí, já quase sexagenário, que a vida de José Saramago – menino pobre que não teve um livro antes dos 19 anos e que na juventude trabalhou como mecânico de automóveis (embora não saiba dirigir) – se pôs a trepidar, num benfazejo terremoto que em pouco mais de uma década haveria de redesenhar a sua paisagem existencial.

Aos 57 anos, para começar, ele finalmente decolou como escritor ao publicar o romance Levantado do Chão. Aos 64, encontrou o que acredita ser o seu definitivo amor em alguém 28 anos mais jovem, a jornalista sevilhana María del Pilar del Río Sánchez. Aos 70, transplantou-se das margens do Tejo para uma ressequida ilha vulcânica espanhola onde não corre um ribeirão sequer e toda a água tem que ser tirada do mar, Lanzarote, a mais oriental das sete Canárias, com 50 000 habitantes e 805 quilômetros quadrados.

Ali, numa casa que vem a ser a primeira e até agora única propriedade desse persistente militante comunista, foram escritos seus livros mais recentes, Ensaio sobre a Cegueira e Todos os Nomes, além dos diários intitulados Cadernos de Lanzarote, encorpando uma obra na qual já se destacavam os romances Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. No Brasil, onde o melhor de Saramago já foi publicado, apenas este último título vendeu 85 000 exemplares.

A virada na vida do escritor foi engatilhada de maneira acidental, em 1975, quando, demitido do cargo de diretor-adjunto do Diário de Notícias ele decidiu não procurar emprego, abrindo assim espaço para que a sua criação literária deslanchasse em regime de dedicação exclusiva.

José Saramago, que tem uma filha, Violante, bióloga, de seu primeiro casamento, e dois netos, Ana e Tiago, já era autor consagrado em 1992, quando o ateísmo contundente de O Evangelho Segundo Jesus Cristo desaguou num episódio de censura que acabou determinando a sua mudança para Lanzarote, onde se instalou em fevereiro de 1993. O editor sênior Humberto Werneck, de PLAYBOY, lá esteve para entrevistar o escritor e conta:

“Branca, com dois pavimentos, a casa de José Saramago se chama exatamente isso, ‘A Casa’, conforme se lê junto ao portão de entrada. Fica no número 3 da Rua Los Topes, numa esquina da minúscula cidade de Tías, mas pode ser que o visitante tenha dificuldade em encontrá-la, pois o dono de A Casa, tendo lido sobre a história do lugar, decidiu restabelecer a sua antiga denominação, hoje inteiramente esquecida, Las Tías de Fajardo.

“Os carteiros de Lanzarote já se conformaram com a esquisitice, e não é impossível que o mesmo acabe acontecendo com os demais lanzarotenhos, sobretudo se o ilustre forasteiro vier a ganhar o Prêmio Nobel. Já são provavelmente maioria os nativos capazes de reconhecer aquele senhor alto, desempenado e sobrancelhudo, com óculos grandes demais para o seu rosto e cabelos grisalhos que escasseiam no alto e abundam, um tanto alvoroçados, na parte de trás da cabeça. Saramago ganhou faz um ano o título de ‘filho adotivo’ da ilha e só não é ‘o’ escritor de Lanzarote porque lá vive o romancista espanhol Alberto Vásquez-Figueroa, com quem fez camaradagem.

“Reservado, porém afável, de pouco riso mas longe de merecer a fama de mal-humorado que o persegue, José Saramago acumula as características a princípio excludentes de homem a um tempo caseiro e viajador: duas vezes por mês, em média, ele abandona a paisagem lunar de Lanzarote para atender a compromissos profissionais, sempre em companhia de Pilar del Río, hoje a sua tradutora para o espanhol e revisora das antigas traduções.

“Quando está na ilha, o escritor pouco sai de sua casa, plantada num jardim atapetado de picón, cascalho fino de origem vulcânica de cor preta ou tijolo escuro. A vegetação esparsa inclui duas oliveiras que o escritor quis ter ali por serem as árvores de sua infância na Azinhaga, povoado da região portuguesa de Ribatejo onde nasceu, filho de pais camponeses muito pobres, e onde viveu até mudar-se para Lisboa, aos 2 anos de idade.

“Num dos cantos do jardim há uma piscina (coberta, por causa do vento forte) com 7 metros e meio de comprimento, que o escritor atravessa pelo menos trinta vezes todos os dias – uma das explicações para a excelente forma física em que se encontra a apenas quatro anos de tornar-se octogenário. O mesmo se diga, aliás, da bela e simpática Pilar del Río, que aos 47 anos, mãe de um rapaz de 21, Juan José, que mora com o pai em Sevilha, não aparenta mais que 35.

“Marido e mulher têm, cada qual, seu escritório, e o de Saramago, no segundo piso, deixa ver o mar. As edições portuguesas e estrangeiras de seus livros espremem-se numa estante com quatro prateleiras e bom metro e meio de comprimento. Numa fotografia, uma tabuleta em francês provoca o ateu empedernido: “Dieu te cherche” – Deus te procura. Nesse escritório (onde foram gravadas, em três rodadas, as 7 horas desta entrevista), usando um laptop Canon acoplado a um monitor Samsung, Saramago escreve pela manhã e no final da tarde a sua quota diária de literatura, nunca mais de duas páginas, ao som de Mozart, Bach ou Beethoven, e responde a algumas das cartas, cerca de 100, em média, que lhe chegam todos os meses de vários cantos do mundo.

“Depois do almoço, já embarcado no hábito espanhol da siesta, ele cochila ou apenas relaxa na sala, no andar térreo. Nesses momentos nunca lhe falta a companhia da fauna canina doméstica: o cão d’água português (espécie de poodle) Camões, a yorkshire Greta e o poodle Pepe. À noite, na cozinha, vai repetir-se um ritual: sentam-se os três diante de seu dono, que, faca na mão, distribui rodelas de banana. Pepe foi batizado pelo escritor na esperança de que não sobrasse para ele próprio esse apelido a que, na Espanha, praticamente todos os Josés se acham condenados. Camões assim se chama porque apareceu na casa no dia de 1995 em que Saramago ganhou o Prêmio Camões, concedido anualmente pelos governos de Lisboa e Brasília a um escritor de língua portuguesa e que já distinguiu os brasileiros Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz e Antonio Candido. Camões adora livros: comeu duas biografias do presidente sul-africano Nelson Mandela, em diferentes línguas, e ultimamente se dedicava a roer as bordas de um grosso álbum de pinturas de Goya.

“Ao contrário de outros autores lusitanos, Saramago exige que seus livros sejam publicados no Brasil exatamente como saíram em Portugal, sem concessões destinadas a facilitar o entendimento do leitor brasileiro. Na transcrição desta entrevista, PLAYBOY não chega a adotar a ortografia vigente em Lisboa, mas busca não abrasileirar a fala do escritor. Como, ó pá, ninguém é de ferro, algumas palavras ganharam ‘tradução’ entre colchetes.”

———-+———-
“Ser-se comunista é um estado de espírito. (…) Sou comunista. (…)
[Mas] São os fatos que mostram:
setenta anos de construção do socialismo
na União Soviética não chegaram para fazer comunistas.”

“Meu avô, analfabeto, homem simples,
sem nenhuma das sofisticações da civilização,
foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas,
chorando. Ele adivinhava que não voltaria.”

“Não escrevo mais que duas páginas por dia.
Ao fim da segunda, paro, mesmo que pudesse continuar.
Parece pouco, mas duas páginas por dia,
todos os dias, ao fim do ano são quase oitocentas.”

Texto retirado da Net, Jornal de Poesia – Brasil.

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  1. Um grande Escritor do Mundo.
    Um Senhor e um Mestre

  2. Ando a reler as obras do Saramago. Ando com o Evengelho segundo Jesus Cristo na mesinha de cabeceira. Um livro extraordinário!
    O Saramago é, na minha opinião, o maior escritor vivo e o maior nome português na ficção e romance. Pelo menos o mais inventivo e inovador na prosa em língua portuguesa.

    Abraço

  3. É sempre maçador falar de Saramago, porque tudo ou quase tudo já está dito. De uma coisa estamos certos: é incontestávelmente das personlidades mais ouvidas e apreciadas do Mundo. A propósito, alguém se lembra de um tal senhor que proibiu a publicação de um seu livro num certo governo chefiado por Cavaco Silva ???
    Um Abraço

  4. Saramago es hoy uno de los escritores que de forma más cabal mantiene su compromiso con la humanidad, siempre hay en él un pensamiento sobre el acontecer, una acertada filosofía sobre el comportamiento humano, aunque en politica y otras cuestiones tenga detractores y admiradores, pero que es del hombre que no tiene enemigos, ya lo decía Martí, sería nuestro hombre un ser gris cuando le ha correspondido dar luz. Acercarse a su obra es penetrar en un universo vasto en el cual a veces no nos detenemos a pensar. he ido conociendo un poco más de su vida a través de las noticias y me parece que su conducta modesta, es consecuente con su pensamiento lo cual lo convierte en un hombre admirable. Me gustaría establecer correpondencia con el, agradecería si me pudieran hacer llegar su dirección electrónica y postal.
    Pablo

  5. O José saramago sempre foi oportunista mas agora passou dos limites!!!
    Chegar ao ponto de pôr em causa a existência de Deus apenas porque não acredita nele? Já se fazem livros a partir da Bìblia? ou para ser polémico e premiado por isso, pega-se num tema que choque as pessoas (crentes em Deus) e depois cria-se um mito (que nunca existiu). José saramago apesar de premiado ou protegido, para mim é apenas um “Rascunheiro ou sarrabiscador” se é que me permite usar estes termos que não conhece…
    Adoraria ser a errata do José saramago mas ele tem tantas medalhas que já ninguém mais pode com ele.
    Só estou descansado numa coisa; o julgamento de saramago não será aqui na terra. Ele (Deus) irá cobrar tudo aquilo que saramago escreveu.
    Espero que tenha a mesma coragem para colocar este comentário online, sr saramago…
    Manuel Fernandes

  6. O site de Saramago que está tão bonito e é o 5º no ranking de não sei quê… nem sequer permite um comentário?
    Onde pára a transparência das suas obras?
    Enche a boca para falar mal de Deus porque sabe muito bem que apenas temas polémicos como esse poderão fazer o público comprar as suas obras em grande escala e ainda por cima que dão motivo para falar dele. Chamo a isto “oportunismo”.
    Depois de um ou outro livro bem sucedido, estava feita a fórmula para fazer todo este êxito que tem tido. Ele pensa assim: A maior parte dos homens está separado ou esquecido de Deus e então tenho aqui a minha oportunidade e farei com que tenha muitos admiradores e seguidores.
    Sr. José Saramago! Ao contrário do que possa pensar, eu não tenho nenhuma religião mas parece que sou o único com coragem neste blog que demonstra indignação pelo que escreve e ensina nos seus livros quase satânicos.
    Manuel fernandes

  7. BOA TARDE ESCRITORES. VENHO POR ESTE MEIO A DIZER QUE JOSE SARAMAGO.
    É UM DEMONIO ACTIVO..CUIDADO COM ELE.

  8. NAO SABE O QUE CUANDO INDICA A BIBLIA.
    CONVERTASE PRIMEIRO.
    OU ENTAO NAO DIGA ASNEIRAS ACERCA DA BIBLIA.
    COMO ESCRITOR O SENHOR PODE SER O QUE DIZEN.
    COMO PESSOA VOCE É UM VELHO EN FIM DE CARREIRA E QUER CRIAR A MAIOR POLEMICA POSSIVEL.
    MAS SÓ QUE VOCE É TOMADO POR UM ISPIRITO MAU E DEMONIACO.
    CUIDADO COM ISSO..SERA LHE IMPUTADO N JUIZO FINAL.
    POR DEUS…SR JOSE SARAMAGO…

  9. Um verdadeiro herege, este Saramago que nem conhece a Bíblia dando-lhe um aspecto directo na acepção da palavra.
    Sabe muito bem o sr. Satanago (Saramago) que a Bíblia precisa de ser estudada e não é para qualquer cabeça.
    Se até Jesus falava por parábolas e metáforas, será que o antigo testamento não o é em maior escala?
    sabe que os autores da Bíblia são imensos?
    Não sabe que a liçao que deve tomar em relação ao episódio de Caim e Abel, se deve ao homem de hoje em dia?
    Quer dizer que se o Saramago não conseguir o prémio Nobel mais uma vez, então vai-se comportar como o Caim? Mata o irmão? Fica contra Deus? e contra tudo?
    Ser polémico é querer ter protagonismo. já que inventou um Evangelho, pode muito bem fazer um livro satánico, pois aí falará do que conhece e da sua origem.
    Já agora Saramago (Satanago) – Quem existiu primeiro; A Galinha ou o Ovo?

  10. OUÇA ISTO O QUE EU LHE ESTOU A DIZER SARAMAGO.
    OU SE AREPENDE E ACEITA AO SENHOR COMO SEU SALVADOR.
    OU LHE SERA IMPUTADO O ACESO AO INFRNO,SEN AREPENDI MENTO~
    ISTO LHE SERA POSTO EN QUE NO JULGAMENTO FINAL COM DEUS.
    E AI O SENHOR IRA SE LEMBRA QUE EU( DE ETENIA CIGANA) LHE QUIS MOSTRAR O CAMINHO DA SALVAÇAO. ACEITAR AO SENHOR JESUS COMO UNICO E SEU SALVADOR.
    E JA AGORA A SUAS PUBLICAÇOES SÓ MANCHAN A FÉ DAS PESSOAS.
    A SUA CRENÇA CUANTO A BIBLIA NUNCA DEVERIA SER RELATADA.
    POIS É UM AUTENTICO DESASTRE…HUMANO…E ESPIRITUAL.
    MAS MAIORES PERSONAGENS SE LEVANTARAM CONTRA JESUS ,
    NA SUA ALTURA, O QUAL VOCE COMPARADO COM ELES É UM SIMPLES
    ESCRITOR DO NADA APENAS ESCREVE NADA…..

  11. Saramago é o maior escritor de sempre!Uma pessoa íntegra, humilde e extremamente inteligente. Um visionário! Adoro-te, meu querido Saramago!

  12. Ponho-me a pensar o pesar da tua falta!

    José de Souza Saramago o gênio de uma geração e inventor de estilos. Porque não dizer; o mago, o Saramago da literatura. Que não se deleitou com Ensaio sobre a Cegueira? Lindo livro e contundente como seu autor. Pessimista é claro, realista, metafórico. Um exemplo para humanidade, porque, sua preocupação com a humanidade vai fundo, e essa, é sua marca registrada. Esse é Saramago.
    O gênio nascido em 16 novembro de 1922 em Azinhaga, Golegã. Distrito de Santarém Portugal. Não fazia idéia do legado que deixaria para o mundo. Nem tinha si quer suspeita, que viria a ser, um dos mais importantes escritores de nossa hera! E quando recebeu O Prêmio Nobel de Literatura em 1998, o prêmio mais homejado pela classe literária – Ele apenas falou; dedico esse prêmio ao homem mais sábio que conheci ao meu avo, que era analfabeto!
    Vieram Os Prêmios Camões, as palestras e o reconhecimento. Suas obras sempre ressaltando o homem simples e o pensamento sobre estar no mundo. Indignado com a situação do homem na sociedade e com a injustiça. Saramago um profeta dos novos tempos, rebelde e aniquílador do capitalismo global. Visionário irremediável, sempre em busca da justiça social. Membro do partido comunista Português, em que foi Diretor Adjunto e fundador da Frente Nacional Para a Defesa da Cultura (FNDC).
    Reflexões Saramagoianas: “Acho que na sociedade atual falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objetivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objetivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que sem idéias não vamos à parte alguma”.
    A sua religião, mas que religião? Jesus é uma pessoa normal, e não é filho de Deus, e sim de José. Teve relações amorosas com Maria Madalena. Esse é o Saramago cético, nem tanto, realista e empírico. E por causa dessas idéias brilhantes, se auto-exilou nas Ilhas Canárias em Lazarote. O proscrito, blasfemador, cético e comunista. Então ele agora, ascende como um grande mago, o nosso Saramago. Andarilho em Lazaronte, ainda vai mais longe – Bonito ver aquele ancião que chegou há poucos dias na Ilha? – Quem? – O eremita sábio, o mago, Saramago!
    Dizem os estudiosos que desde Kafka, Guimarães Rosa e Fernando Pessoa, ainda não tinham lido ninguém com originalidade e capacidade de prosa. E Saramago é; consciência e maestria em seus romances, na ficção e poesia. Sua letra rítmica dança entre os parágrafos que quase nem existem, assim como as vírgulas e pontos. Literatura água corrente feito rio, fluindo em imagens e signos universais.
    Saramgo foi-se, ateu, cético, pessimista e comunista. Mas foi convicto de que era isso mesmo. Tinha tanta convicção, até mais, que muitos religiosos que conhecemos. Até mesmo, de muitos ateus que conhecemos aqueles que na hora H recorrem a Deus.
    Parafraseando Guimarães Rosa; Saramago não se foi, apenas ficou Encantado…

    Ass, Agathe


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